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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

O Corinthians não terá grandes reforços em 2014. Talvez não tenha até 2020.

Andrés Sanchez faz o que quer no Corinthians. Convenceu a diretoria que, nos próximos seis anos, a prioridade é pagar os R$ 700 milhões do Itaquerão. A inspiração vem do rival São Paulo e do Morumbi. Além disso, a nova arena poderá manter seus 70 mil lugares depois da Copa…

 Andrés Sanchez faz o que quer no Corinthians. Convenceu a diretoria que, nos próximos seis anos, a prioridade é pagar os R$ 700 milhões do Itaquerão. A inspiração vem do rival São Paulo e do Morumbi. Além disso, a nova arena poderá manter seus 70 mil lugares depois da Copa...
O Corinthians não terá grandes reforços em 2014.
Talvez não tenha até 2020.
Nada de jogadores que custem dezenas de milhões de reais.
Como o blog antecipou a prioridade será pagar o Itaquerão.
Buscar craques caros e entregá-los a Mano Menezes não faz parte dos planos.
O técnico terá de se virar com a base que fracassou em 2013.
E mergulhar de cabeça na categoria de base.
Por uma causa nobre: pagar o estádio.
A decisão foi tomada pelo homem que realmente manda no Corinthians.
Andrés Sanchez.
Ele reuniu a cúpula e expôs o que vê como melhor ao clube.
O presidente Mario Gobbi e o seu provável sucessor, Roberto de Andrade, aceitaram.
O 'melhor' a fazer de 2014 a 2020 é repassar cerca de R$ 700 milhões a Odebrecht.
A dívida é alta.
São R$ 400 milhões de empréstimo do BNDES e mais R$ 300 milhões em juros da construtora.
Mas ninguém precisa ficar com pena dos corintianos.
Se não fosse a Copa do Mundo, gastariam R$ 1,2 bilhão para ter o estádio de 70 mil pessoas.
A Prefeitura de São Paulo subsidiou R$ 420 milhões e o governo estadual mais R$ 80 milhões.
Ou seja, a grosso modo, a participação do dinheiro público é de R$ 500 milhões.
Fora as condições excepcionais de juros, bem mais baixos que o mercado cobra.
Andrés apresentou 'o pior dos mundos' para a cúpula corintiana.
Diz que a hora é de apertar os cintos.
Sangrar o clube para se livrar da dívida de R$ 700 milhões.
O Corinthians tem 12 anos para quitar seu débito com o BNDES.
Só que ele vê como possível antecipar esse prazo pela metade.
Pagar em seis anos para se livrar dos juros.
O dirigente se convenceu que 'quanto mais enrolar, pior'.
Nem que o time enfrente uma seca de títulos, de conquistas.
Ele não confirma nem torturado.
Mas muita gente no clube garante de onde veio a inspiração.
Do São Paulo e o seu Morumbi.
O rival também seguiu caminho parecido.
As diretorias focaram na construção do então 'maior estádio particular do mundo'.
Foram 13 anos de investimento maciço no estádio.
A torcida pagou caro por isso.
Foram 13 anos de jejum.
Mas no final, com o Morumbi, o clube enriqueceu.
E passou a colecionar títulos.
Andrés acredita que o clube terá dificuldades em campo nos próximos seis anos.
Mas a diferença do São Paulo da década de 60 é grande.
Os corintianos já têm uma base fortíssima.
E além disso, usufruem da garantia do maior patrocínio de transmissão do País.
Ao lado do Flamengo, receberão até 2015, R$ 120 milhões anuais pelo Brasileiro.
A partir de 2016, R$ 160 milhões.
Fora os R$ 31,5 milhões da Caixa para 2014.
Mais R$ 38 milhões por ano da Nike, em um contrato de uma década.
1ae31 Andrés Sanchez faz o que quer no Corinthians. Convenceu a diretoria que, nos próximos seis anos, a prioridade é pagar os R$ 700 milhões do Itaquerão. A inspiração vem do rival São Paulo e do Morumbi. Além disso, a nova arena poderá manter seus 70 mil lugares depois da Copa...
Além de outros patrocinadores menores.
E há a bilheteria depois da Copa.
Ela entrará sem descontos.
Sem descontos pagos por aluguel, como acontece no Pacaembu.
O que não será pouco dinheiro.
"Os pessimistas dizem R$ 150 milhões (da arrecadação por ano), os otimistas, R$ 250 milhões. Então, vamos fazer a conta com R$ 200 milhões. A prestação (para a Odebrecht) é 60, 70 milhões. Sobram R$ 140 milhões. Desses 140 milhões, 30% vai para o Fundo (de pagamento da dívida), fica amortizado, para ir antecipando o empréstimo. Sobram 100 milhões de lucro, vamos dizer assim: 50% é do Corinthians, 50% fica no Fundo, antecipando os pagamentos. Se o Corinthians quiser usar a parte dele para antecipar os pagamentos, pode. Isso tudo sem naming rights."
A declaração foi dada por Andrés ao Lance!
Esse 'pior dos mundos' pode melhorar muito.
Por causa do naming rights.
Ele lamentou aos companheiros de diretoria.
Estava tudo fechado com a Emirates até que houve as manifestações de junho contra a Copa.
A empresa não queria batizar um estádio do Mundial já que os próprios brasileiros não queriam o Mundial.
Quando tudo estava quase acertado, veio o acidente no Itaquerão.
E a morte de dois funcionários.
A repercussão foi péssima no mundo todo.
Outra vez a Emirates recuou.
Andrés continua negociando, mas busca outras soluções.
A princípio, o sonho era de R$ 500 milhões por dez anos.
Agora, para tentar se livrar das dívidas, aceita entre R$ 350 milhões e R$ 400 milhões.
Não está fácil.
Mas ele aposta que em 2014 conseguirá.
Fechando esse negócio, a maior parte do dinheiro irá para a dívida.
Mas sobrará para reforçar o time.
Se não, os torcedores não irão ao estádio.
Andrés dependerá muito da torcida, do entusiasmo do corintiano por seu estádio.
Ambicioso, já vê como real possibilidade manter o Itaquerão para 70 mil corintianos.
E não retirar as arquibancadas móveis, que baixaria a capacidade a 50 mil torcedores.
Em partidas médias, contra adversários pequenos, setores do estádio não seriam utilizados.
Seria uma solução simples.
Nos jogos importantes, nos clássicos, todo o estádio de 70 mil pessoas ficaria à disposição.
Andrés já avisou que o preço dos ingressos serão caros nos melhores lugares.
Mas haverá sempre setores populares, mais baratos, atrás dos gols.
E de jeito algum o clube fará como o São Paulo neste Brasileiro.
Colocar ingressos a R$ 10,00, R$ 5,00, R$ 2,00.
Por isso o dirigente ficou tão revoltado com o rival.
Há a necessidade do dinheiro da bilheteria para antecipar a dívida com a Odebrecht.
Andrés também já fez Gobbi e Roberto de Andrade se comprometerem.
Por dinheiro algum o Corinthians venderá seu mando de jogo.
Nada de atuar em Brasília, Manaus, Cuiabá, Natal como promete fazer a CBF.
José Maria Marin quer os elefantes brancos utilizados depois da Copa.
Flamengo, São Paulo, Palmeiras e outros clubes podem se servir a este papel.
Não o Corinthians.
O dirigente também promete encabeçar uma campanha importante.
Ele entende que a venda de álcool deve continuar liberada nos estádios após a Copa.
O lucro é grande para quem tem estádio.
Usará o exemplo da Fórmula 1, Carnaval, UFC.
E, lógico, o Mundial de 2014.
No fundo ele só quer o dinheiro que a liberação da cerveja trará.
O dirigente acredita que, com apoio de outros clubes, conseguirá a liberação do álcool.
Andrés estava desolado em relação à eleição da CBF.
Tanto que se mostrava propenso a deixar Francisco Novelletto encabeçar a chapa.
E brigar com Marco Polo del Nero em abril.
Só que o vexame do final do Brasileiro de 2013...
Com o STJD tirando o Fluminense da Série B e jogando a Portuguesa, o animou.
O movimento dos jogadores, o Bom Senso também apareceu na hora exata.
1gazetapress13 Andrés Sanchez faz o que quer no Corinthians. Convenceu a diretoria que, nos próximos seis anos, a prioridade é pagar os R$ 700 milhões do Itaquerão. A inspiração vem do rival São Paulo e do Morumbi. Além disso, a nova arena poderá manter seus 70 mil lugares depois da Copa...
Andrés se sente fortalecido e tem recebido apoio de federações e clubes.
Vive um momento de euforia.
Conseguiu convencer o atual presidente e muito provável o próximo do Corinthians.
A prioridade nos seis próximos anos é pagar o BNDES.
Cortar pela metade o prazo de 12 anos.
O time será sacrificado em termos de contratações.
Mas para isso conta com seu treinador favorito, Mano Menezes.
Ele usará a base campeã do mundo, mais Pato, Renato Augusto, Gil.
A categoria de base.
E esporádicos jogadores baratos que chegarão, como Uendel.
Mais o maior dos reforço está garantido a partir de abril.
Com uso contínuo após a Copa do Mundo.
O Itaquerão, a casa dos corintianos.
Estádio para 70 mil que só saiu do papel graças a Andrés.
E sua poderosa rede de influência.
De Lula, Globo, Ricardo Teixeira, passando por Kassab e Alckmin.
Todos viabilizaram a nova arena.
Que o clube quer pagar na metade do prazo.
No futebol, quem tem amigos poderosos não morre pagão.
E nem sem estádio...
1ae30 Andrés Sanchez faz o que quer no Corinthians. Convenceu a diretoria que, nos próximos seis anos, a prioridade é pagar os R$ 700 milhões do Itaquerão. A inspiração vem do rival São Paulo e do Morumbi. Além disso, a nova arena poderá manter seus 70 mil lugares depois da Copa...

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